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Proteja-se da infecção causada pelo zika vírus

  • Foto do escritor: helenabrigido
    helenabrigido
  • 29 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura
O País inteiro está em alerta contra o zika, infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – o mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya. O mal já foi identificado em pelo menos vinte Estados do Brasil. A contaminação pelo vírus, com repercussões para a saúde dos brasileiros, afeta todas as faixas etárias.



E algumas de suas complicações são capazes de deixar sequelas irreversíveis, como a recente associação da doença a casos de microcefalia, que, segundo o Ministério da Saúde, pode afetar bebês de mães que contraíram a zika durante a gestação. Mas é preciso cautela. Notificada no Brasil apenas este ano, o zika acabou cercando os brasileiros de dúvidas – o que gera boatos, que surgem todos os dias.

O DIÁRIO ouviu a infectologista e epidemiologista Helena Brígido para esclarecer: quais os cuidados necessários contra a doença, quais as verdades sobre seus riscos e o que é mito? “Quanto aos boatos e mitos, o mais preocupante dele é a restrição quanto à amamentação”, frisa a médica. A epidemiologista repreende o fato de que mães contaminadas pelo zika estejam se negando a amamentar recém-nascidos por medo de contaminação. “Não há comprovação de transmissão através de leite materno”, explicou. “A transmissão do zika só acontece através do mosquito, que, após ter picado uma pessoa contaminada, transporta o vírus a outra”. Helena Brígido lembra que o vírus já foi detectado no leite materno e no sêmen, mas não há comprovação de transmissão através deles. “É como o vírus da Aids, que é detectado através da saliva, mas não se pega no beijo”.


BOATARIA

Outros boatos que circulam na internet relacionam sequelas do zika a outras causas, como vacinas. “Não há relação nenhuma da microcefalia (que já foi relacionada ao zika) com vacina nenhuma”, certificou. “Devemos saber que o zika não é a única causa da microcefalia”. A médica lembra: falsas informações que circulam nas redes sociais só atrapalham o combate ao zika e seus focos. “É preciso cautela e, acima de tudo, notificar órgãos responsáveis em suspeita de casos em seu bairro ou cidade. Só assim podemos centralizar o trabalho de combate aos focos da doença”.

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