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Doença meningocócica

  • Foto do escritor: helenabrigido
    helenabrigido
  • 17 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de fev. de 2024

MENINGITE

A meningite é doença que causa inflamação nas meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, protozoários, tumores.

A meningite bacteriana aguda ser causada por várias bactérias. As principais são: Neisseria meningitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae



Meningite meningocócica

A meningite meningocócica, infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis (diplococo Gram-negativo), pode atingir pessoas de qualquer faixa etária.

É classificada de acordo com a composição antigênica da cápsula polissacarídica do meningococo em 12 diferentes sorogrupos: A, B, C, E, H, I, K, L, W, X, Y e Z. Os sorogrupos A, B, C, Y, W e X são os principais responsáveis pela ocorrência de casos.


RESERVATÓRIO

A nasofaringe é o local de colonização do microrganismo estando presente mesmo em quadro clínico assintomático caracterizando o estado de portador.


PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Em média, de três a quatro dias, podendo variar de dois a dez dias dependendo da virulência da cepa, das condições imunitárias do hospedeiro e da capacidade de eliminação do agente na corrente sanguínea.


TRANSMISSÃO: gotículas ou secreções de orofaringe de pessoas infectadas em até 24 horas de antibioticoterapia adequada.

 

Meningococcemia

É uma infecção em que a bactéria penetra na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea. É muito grave e com evolução rápida. Observa-se erupção cutânea violácea / avermelhada disseminadas com risco de sangramento de vários órgãos. Pode ocorrer hipotensão arterial, choque, óbito.

Pode ocorrer meningococcemia sem meningite em 15 a 20% dos casos.


QUADRO CLÍNICO

Início abrupto de febre alta, prostração, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas e vômitos, rigidez na nuca, convulsão. Pode ocorrer afasia, alterações visuais e hemiparesia.

Pode evoluir para maior gravidade em 24-48 horas.

 

DIAGNÓSTICO

É feito pelo quadro clínico / epidemiológico e laboratorial. A punção lombar é a coleta de líquido cefalorraquidiano (da medula espinhal, o LCR. Em possibilidade de edema intenso, é importante fazer tomografia de crânio pelo risco de herniação.

Geralmente o LCR é turvo, mas pode ainda estar límpido. Há aumento de leucócitos com predomínio de neutrófilos. Pede-se pesquisa direta e cultura para bactéria.

É importante coletar hemoculturas.

 

COMPLICAÇÕES: sepse, pneumonia, endocardite, coma, óbito.

 

TRATAMENTO

Início imediato de antibióticos na veia e medidas de suporte.

 

PREVENÇÃO

Tratar os doentes contribui para a prevenção de novos casos.

Vacinação antimeningocócica.

Uso de máscaras pelo paciente e equipe assistencial.

Isolamento respiratório dos pacientes.

Avaliar a necessidade de uso de antibiótico profilático aos profissionais na assistência direta a paciente com doença meningocócica com menos de 24 horas de antibioticoterapia efetiva para a infecção; que não utilizaram máscara cirúrgica.

 

Acionar a Equipe de Vigilância Epidemiológica do Município.

Observar sinais e sintomas de contatos próximos.


Adaptado de:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. – 5. ed. rev. e atual. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. 1.126 p. : il

 
 
 

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