VACINAS BIVALENTES CONTRA A COVID-19
- helenabrigido
- 2 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Em novembro de 2019, foi isolada a cepa original do SARS-CoV-2 chamada Wuhan-1 ou cepa ancestral, contribuindo para a produção de vacinas. Com a evolução do Sars-Cov2 a cepa ancestral foi substituída por variantes. Em novembro de 2021, uma nova variante, a omicron (subvariante BA.1), foi detectada na África Austral, com mais de 30 mutações na proteína spike.
Em janeiro/fevereiro de 2022, a Pfizer–BioNTech produziu uma vacina bivalente. Em 28 de junho de 2022, as vacinas bivalentes foram apresentadas ao Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da FDA. Em 1º de setembro de 2022, o CDC recomendou essa dose de reforço.
Massimo et al (2023) demonstraram que a proteção ocorreu em 60% das pessoas sem infecção prévia e com infecção anterior ocorrendo há mais de 6 meses (≥ 27 semanas). Ocorre o fenômeno imprinting em que a resposta aos novos epítopos é determinada pela exposição anterior, portanto, aos epítopos da cepa ancestral e pelas subvariantes BA.4 e BA.5.

SOBRE O PRODUTO VACINAL BIVALENTE
Nome comercial: Comirnaty® Bivalente BA.4/BA.5.
Nome genérico: vacina covid-19 bivalente (Original + Ômicron BA.4/BA.5).
É indicada apenas para dose de reforço contra o SarsCov-2 (cepa original e ômicron BA4/BA.5) em pessoas com 12 anos ou mais como dose de reforço a partir de 3 meses após a vacinação com pelo menos uma dose de vacina monovalente.
O produto não deve ser aplicado em presença de febre e/ou infecção respiratória, quadros de hemorragia ou distúrbios de coagulação, grávida ou lactante. Reações comuns (10%): dor de cabeça, dor nas articulações, dor muscular, dor no local de injeção, cansaço e calafrios, diarreia, vômito, febre. Reações incomuns (0,1% e 1%): aumento dos gânglios linfáticos, tontura, náusea, suor noturno e mal-estar. Reações raras (menos de 0,01%): miocardite e pericardite. Desconhecida: reação alérgica grave, insônia, paralisia facial periférica aguda, parestesia, hipoestesia, eritema multiforme, edema facial.
Comentário: as vacinas monovalentes e bivalentes contra a covid-19 são um grande avanço no controle dos casos graves da doença e são recomendadas por órgãos nacionais e internacionais de saúde, e sociedades científicas de especialidades médicas.
Referências
MASSIMO et al Italian Integrated Surveillance of covid-19 study and of the Italian Covid-19 Vaccines Registry Group. Protection against severe COVID-19 after second booster dose of adapted bivalent (original/Omicron BA.4-5) mRNA vaccine in persons ≥ 60 years, by time since infection, Italy, 12 September to 11 December 2022. Euro Surveill. 2023;28(8):pii=2300105. https://doi.org/10.2807/1560-7917.ES.2023.28.8.2300105.
HUIBERTS et al. Effectiveness of bivalent mRNA booster vaccination against SARS-CoV-2 Omicron infection, the Netherlands, September to December 2022. Euro Surveill. 2023;28(7):pii=2300087. https://doi.org/10.2807/1560-7917.ES.2023.28.7.2300087
OFFIT, PA. Bivalent Covid-19 Vaccines — A Cautionary Tale. N Engl J Med 2023; 388:481-483. February 9, 2023. DOI: 10.1056/NEJMp2215780. Available: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp2215780
PFIZER. Bula da vacina bivalente contra covid-19 da Pfizer - Pfarma. Disponível em: https://pfarma.com.br
TSENG, H.F., ACKERSON, B.K., LUO, Y. et al. Effectiveness of mRNA-1273 against S ARS-CoV-2 Omicron and Delta variants. Nat Med 28, 1063–1071 (2022). https://doi.org/10.1038/s41591-022-01753-y






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