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Confira mitos e verdades sobre a vacinação contra a febre amarela

  • Guilherme Paranaiba
  • 5 de mar. de 2018
  • 3 min de leitura

Excelente matéria de Guilherme Paranaiba sobre a vacinação


"Eficiência da imunização é alvo principal de falsas informações, apesar de apenas 0,00006% dos que receberam uma dose em Minas ter contraído a doença.


"Saiba o que é verdade e o que é boato sobre a febre amarela


FALSO

A vacina contra a febre amarela não é segura devido à mutação do vírus.

Explicação: As alterações detectadas no sequenciamento genético que comprovam a mutação não afetam as proteínas do envelope do vírus, que são centrais para o funcionamento da vacina


FALSO

A dose fracionada da vacina da febre amarela, que contém 0,1ml, é mais fraca e por isso não protege.

Explicação: Estudo conduzido pela Fiocruz identificou a presença do mesmo nível de anticorpos da dose-padrão na dose fracionada até oito anos depois da imunização


FALSO

Os macacos transmitem febre amarela

Explicação: Os macacos são picados pelos mosquitos infectados e se tornam vítimas da doença da mesma forma que os seres humanos. Outros mosquitos que não estão infectados picam os macacos ou os homens, e, assim, criam-se as condições para espalhar a doença. Não há transmissão direta entre o macaco e o homem


FALSO

Médico de Sorocaba diz que a vacina contra febre amarela paralisa o fígado.

Explicação: Especialistas e autoridades de saúde apontam que há risco de efeitos colaterais na vacina da febre amarela em um a cada 400 mil casos. Entre os efeitos está a possibilidade de desenvolver a doença, já que a vacina é o vírus atenuado. Nesse caso, a forma grave da febre amarela pode apresentar complicações no fígado


FALSO

Ninguém deve tomar vacina, segundo uma enfermeira de Minas Gerais

Explicação: A vacina só não é recomendada para crianças de até 9 meses de idade, mulheres amamentando crianças com menos de seis meses, pessoas com alergia grave a ovo, pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 inferior a 350, pacientes em tratamento com quimioterapia e radioterapia, portadores de doenças autoimunes e pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores


VERDADEIRO

Algumas pessoas mesmo vacinadas podem desenvolver a doença.

Explicação: A literatura aponta até 98% de eficácia da vacina, sendo possível que algumas pessoas, consideradas raríssimas exceções, desenvolvam a doença mesmo sendo imunizadas


VERDADEIRO

Uma pessoa com febre amarela silvestre pode ser fonte para um surto de febre amarela urbana

Explicação: No ambiente urbano, o Aedes aegypti pode transmitir a febre amarela, situação erradicada no Brasil desde 1942. Porém, se o Aedes aegypti picar uma pessoa que pegou a doença no ambiente silvestre, podem-se desencadear transmissões urbanas


VERDADEIRO

Existem casos em que somente um médico pode avaliar a necessidade da vacina.

Explicação: Idosos acima de 65 anos, pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia/radioterapia, grávidas e pessoas que usam corticoide precisam consultar um médico para avaliar os riscos da imunização


VERDADEIRO

Não é possível eliminar o vírus da febre amarela silvestre

Explicação: Como é uma doença transmitida por animais, sua transmissão não é possível de eliminação, exigindo vigilância e ações de controle, como a vacinação


VERDADEIRO

A febra amarela não tem um tratamento específico

Explicação: Os cuidados focam nos sintomas, com atenção especial na reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, a indicação é por uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para reduzir complicações e risco de morte


EM ESTUDO

Quais são as consequências da mutação do vírus da febre amarela?

Explicação: Pesquisadores da Fiocruz fizeram o sequenciamento genético do vírus e descobriram mutações, mas ainda estudam os efeitos disso na prática


EM ESTUDO

Como fica a proteção contra a doença para quem recebeu a vacina fracionada após oito anos?

Explicação: Os estudos da Fiocruz indicam proteção semelhante à dose-padrão em até oito anos. O que deve acontecer depois desse período ainda é alvo de pesquisas"


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