Infecção Urinária de Repetição-Aspectos atuais
- helenabrigido
- 16 de mar. de 2018
- 2 min de leitura
Autores:
Rafael Mendes Moroni - Professor de Ginecologia e Obstetrícia (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e Luiz Gustavo Oliveira Brito - Professor do Departamento de Tocoginecologia (Universidade Estadual de Campinas)

Infecções do trato urinário (ITUs) correspondem à presença de microorganismos patogênicos nas vias urinárias inferiores ou superiores. São frequentemente consideradas um dos subtipos mais comuns de infecção bacteriana em humanos (Foxman 2003). Tais infecções podem acometer o trato urinário baixo, manifestando-se como uretrites e cistites, ou alto, manifestando-se como pielonefrites. As ITUs são mais frequentes nas mulheres, em comparação aos homens, e se estima que cerca de metade das mulheres terão ao menos um episódio de ITU ao longo da vida (Griebling 2005). Um número bem mais restrito de mulheres desenvolve quadros cronicamente recorrentes de ITUs, dando origem à condição conhecida como ITU recorrente, ou ITU de repetição, que é definida pela International Continence Society / International Urogynecology Association como o diagnóstico de três episódios de infecção no curso de 12 meses, ou dois episódios em seis meses, com demonstração objetiva de resolução de cada um dos episódios após tratamento (Haylen et al. 2010). Uma coorte de base populacional norte-americana, com duração de 9 anos, estimou uma incidência de ITUs recorrentes não complicadas de 102 em 100.000 mulheres, ou cerca de 0,1%, com predomínio nas faixas etárias entre 18 a 34 anos, e entre 55 a 64 anos (Suskind et al. 2016). Apesar de tais episódios serem geralmente leves e auto-limitados, eles podem determinar um prejuízo significativo na qualidade de vida dessas mulheres, com irritabilidade, perda de produtividade no trabalho, perda de auto-estima e comprometimento da função sexual (Boeri et al. 2017).
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