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Ebola - Surto na República Democrática do Congo - África

  • Helena Brígido
  • 8 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

No dia 08 de maio de 2018, a República Democrática do Congo declarou um novo surto da doença do vírus Ebola (EVD) em Bikoro (província de Equateur), com exames laboratoriais confirmados em dois casos.

A Organização Mundial de Saúde já está atuando em conjunto com o Governo do Congo utilizando o modelo de uma resposta bem-sucedida a um surto de DVE semelhante em 2017.


Foto: Jornal GGN


Todos os casos foram notificados na unidade de saúde iIkoko Iponge, a 30 quilômetros de Bikoro. As instalações de saúde em Bikoro têm uma funcionalidade muito limitada e dependem de organizações internacionais para fornecer suprimentos que freqüentemente estocam.

Este é o nono surto de EVD da RDC desde a descoberta do vírus no país em 1976. Nas últimas cinco semanas, houve 21 suspeitas de febre hemorrágica viral dentro e ao redor do Ionkoko Iponge, incluindo 17 mortes.


A OMS enviará epidemiologistas, especialistas em logística, médicos especialistas em prevenção e controle de infecções, especialistas em comunicação de risco e equipes de apoio à vacinação nos próximos dias. A OMS também determinará as necessidades de suprimento e ajudará a preencher as lacunas, como no caso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).


Referência do surto de 2017

O Ebola é endêmico na República Democrática do Congo. O último surto de Ebola na República Democrática do Congo ocorreu em 2017 na Zona de Saúde de Likati, Província de Bas Uele, na parte norte do país e foi contido devido aos esforços conjuntos do governo local, OMS e muitos parceiros de vários países.


Ebola

O ebola é um vírus pertencente à família Filoviridae, com estrutura extremamente simples, mas com extrema agressividade. O provável hospedeiro natural do ebola é o morcego que se alimenta de frutas, comum praticamente em toda a África. A transmissão ocorre com o contato com fluidos de pessoas infectadas, especialmente sangue, vômito e fezes.

Os sintomas ocorrem em 7-10 dias após o contato e em 90% dos casos, os primeiros sinais da doença. O paciente tem febre, diarreia, náusea e vômito evoluindo para hemorragias múltiplas e disseminadas. Não há cura e a conduta é de hidratação e sintomáticos.

Fonte:


Foto: Jornal GGN



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