DENGUE - infecção sexualmente transmissível?
- helenabrigido
- 19 de mai. de 2018
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Alguns casos de dengue já foram relatados por transfusão sanguínea, transplante de medula óssea e de órgãos, lesão por picada de agulha, transmissão vertical intraparto, perinatal e amamentação e a epidemia de zika nas Américas evidenciou a transmissão sexual. Embora a presença de RNA de outros arbovírus (vírus da chikungunya e a febre amarela) tenham sido detectados por período prolongado em amostras de urina e sêmen, a transmissão sexual foi demonstrada apenas para o vírus da zika. Há um estudo demonstrando a presença do vírus da dengue em vagina após 19 dias da infecção.

O presente estudo relata o caso em Roma (Itália) de um homem de 50 anos que, em janeiro de 2018, que estava com quadro de dengue adquirido na Tailândia e confirmado laboratorialmente. Foram realizados exames que detectaram a presença e persistência do RNA do vírus da dengue em amostras de sêmen 37 dias após a infecção, já na ausência de vírus no sangue e urina. A evidência suscita a possibilidade de ocorrer transmissibilidade de dengue pelo sêmen.
Mais estudos necessitam ser realizados, pois a situação modifica as ações de prevenção de dengue em áreas endêmicas e mais diagnósticos em áreas não endêmicas de dengue.
Ver estudo completo em:
Lalle Eleonora et al. Prolonged detection of dengue virus RNA in the semen of a man returning from Thailand to Italy. January 2018. Euro Surveill. 2018; 23 (18): pii=18-00197. https://doi.org/10.2807/1560-7917.ES.2018.23.18.18-00197






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