Hormônio feminino, o Estradiol - proteção contra o SARS-C0V-2
- helenabrigido
- 11 de jul. de 2020
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Os dados indicam que os hormônios sexuais femininos melhoram as respostas imunes. Mulheres parecem desenvolver respostas humorais e dependentes de células mais fortes à infecção e vacinação. Além das influências hormonais, há uma aparente disparidade genética, uma vez que as fêmeas carregam dois cromossomos X inerentemente polimórficos, enquanto os homens têm apenas um cromossomo X polimórfico.

Nas mulheres, o número de células T CD4+ é maior e o ciclo ovariano também influencia as populações de células T reg com um número aumentado quando os níveis de estradiol são mais altos, que exerce efeitos antinflamatórios nas respostas imunes inatas, reduzindo a liberação de citocinas inflamatórias de monócitos e macrófagos, retardando a apoptose de neutrófilos e melhorando a expressão de anexina-1 de neutrófilos sem aumentar sua ativação.
A função leucocitária nas mulheres é mais eficiente do que nos homens, detectando e eliminando patógenos mais rapidamente. A ação do estradiol via ER-α também promove a ativação de vias inatas induzíveis por INF do tipo 1, e os genes da via IFN são altamente expressos em mulheres, regulando a imunidade inata.
Em idade avançada há redução do estrogênio, o aumento do tecido adiposo e a presença de infecções subclínicas contribuem para o status pró-inflamatório das mulheres na pós-menopausa.
O papel do estrogênio e compostos na atividade do mecanismo antiviral.
As células T parecem estar, por inflamação excessiva e danos nos tecidos, reduzidas nos pacientes com COVID-19. Camundongos infectados que receberam estradiol apresentaram recrutamento pulmonar de neutrófilos e células T CD8 específicas do vírus, liberando mais INF-γ e TNF-α. Além disso, o tratamento exógeno de estrogênio em camundongas infectadas com H1N1 reduziu a inflamação pulmonar total e os níveis de genes pró-inflamatórios no pulmão.
Há evidência para relatar que o estrogênio e os compostos relacionados ao estrogênio desempenham um papel importante nas terapias antivirais para SARS-CoV-2.
CONCLUSÃO
A literatura destaca as diferenças entre os sexos na resposta imune e sua influência na incidência e gravidade de doenças. Considerando trauma, choque e infecção, o sexo feminino está associado a resultados vantajosos. O contexto hormonal tem influência no controle da homeostase e nos mecanismos de defesa, então, é importante considerar os efeitos benéficos dos estrógenos sobre o melhor controle da defesa e das diferentes células imunes envolvidas, além da proteção e fluxo do sistema cardiovascular.
Fonte: BREITHAUPT-FALOPPA, Ana Cristina et al. 17β-Estradiol, a potential ally to alleviate SARS-CoV-2 infection. Clinics [online]. 2020, vol.75 [cited 2020-07-11], e1980. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322020000100412&lng=en&nrm=iso>.






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